CASE

Reduzindo custos logísticos em 15% com Clusterização

Como uma transportadora de médio porte utilizou o Algoritimus para otimizar rotas e agrupamento de entregas.

Algoritimus Team4 min de leituraLogística
15%
Redução de custos
+
Aproveitamento da frota
Retrabalho diário

📌 Contexto do problema

Uma transportadora de médio porte, com operação regional, enfrentava três dores principais:

  • Crescimento no volume de entregas
  • Custos logísticos subindo acima da inflação
  • Planejamento de rotas altamente manual e dependente de experiência individual

Apesar de possuir dados (endereços, volumes, janelas de entrega), a empresa não conseguia transformar isso em decisão operacional eficiente.

🎯 Objetivo do projeto

O objetivo não era "usar IA", mas responder a uma pergunta simples:

Como reduzir custos sem comprometer prazos e qualidade da entrega?

Metas claras foram definidas:

  • Reduzir custos operacionais
  • Melhorar aproveitamento da frota
  • Manter SLA e previsibilidade
  • Evitar dependência de conhecimento tácito

🔍 Diagnóstico inicial (onde estava o desperdício)

A análise inicial revelou pontos críticos:

  • Rotas desenhadas por proximidade visual, não por densidade real
  • Veículos subutilizados em algumas regiões
  • Sobreposição de áreas entre motoristas
  • Falta de critério consistente para agrupamento de entregas

⚠️ Insight-chave: O problema não era falta de esforço operacional — era falta de modelo decisório.

🧠 A abordagem adotada pelo Algoritimus

A solução não foi um "otimizador mágico", mas um processo estruturado em três camadas:

1️⃣ Preparação e qualificação dos dados

Antes de qualquer algoritmo:

  • Normalização de endereços
  • Validação geográfica (lat/long)
  • Limpeza de outliers operacionais
  • Inclusão de restrições reais (capacidade, região, SLA)

🔍 Sem essa etapa, clusterização gera resultados matematicamente corretos e operacionalmente inúteis.

2️⃣ Clusterização orientada à operação

Foi aplicada clusterização considerando:

  • Proximidade geográfica
  • Densidade de entregas
  • Capacidade dos veículos
  • Limites operacionais por região

O algoritmo não decidia sozinho:

  • Gerava cenários
  • Indicava trade-offs
  • Permitia ajustes humanos

Isso evitou o erro clássico de "clusters bonitos no mapa, inviáveis na rua".

3️⃣ Integração com planejamento de rotas

Os clusters alimentaram o planejamento de rotas, resultando em:

  • Menor distância percorrida
  • Redução de sobreposição
  • Melhor balanceamento entre motoristas
  • Rotas mais previsíveis

📊 Resultados alcançados

Após o ciclo completo de implementação e ajuste:

  • 15% de redução nos custos logísticos
  • Melhor aproveitamento da frota existente
  • Redução do retrabalho no planejamento diário
  • Mais previsibilidade operacional
  • Decisões menos dependentes de indivíduos específicos

⚠️ Importante: O ganho não veio de "fazer mais rápido", mas de decidir melhor.

🧩 O que realmente fez a diferença

Alguns aprendizados centrais do case:

  • Clusterização não substitui operação — apoia
  • Dados ruins anulam qualquer algoritmo
  • Restrições reais são mais importantes que métricas teóricas
  • Ferramentas precisam explicar, não só executar

🧭 Por que isso é replicável

Este não foi um caso "excepcional". É replicável porque:

  • O problema é comum
  • Os dados já existiam
  • O ganho veio de organização e método
  • A tecnologia foi meio, não fim

Empresas que tratam logística como sistema decisório, e não como improviso diário, colhem ganhos sustentáveis.

🎯 Conclusão

Reduzir custos logísticos não exige cortar pessoas nem pressionar a operação.

Exige:

  • Visibilidade
  • Critério
  • Modelo de decisão
  • Alinhamento entre dados e realidade

A clusterização foi a ferramenta. O diferencial foi pensar o problema certo.

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