Reduzindo custos logísticos em 15% com Clusterização
Como uma transportadora de médio porte utilizou o Algoritimus para otimizar rotas e agrupamento de entregas.
📌 Contexto do problema
Uma transportadora de médio porte, com operação regional, enfrentava três dores principais:
- Crescimento no volume de entregas
- Custos logísticos subindo acima da inflação
- Planejamento de rotas altamente manual e dependente de experiência individual
Apesar de possuir dados (endereços, volumes, janelas de entrega), a empresa não conseguia transformar isso em decisão operacional eficiente.
🎯 Objetivo do projeto
O objetivo não era "usar IA", mas responder a uma pergunta simples:
Como reduzir custos sem comprometer prazos e qualidade da entrega?
Metas claras foram definidas:
- Reduzir custos operacionais
- Melhorar aproveitamento da frota
- Manter SLA e previsibilidade
- Evitar dependência de conhecimento tácito
🔍 Diagnóstico inicial (onde estava o desperdício)
A análise inicial revelou pontos críticos:
- Rotas desenhadas por proximidade visual, não por densidade real
- Veículos subutilizados em algumas regiões
- Sobreposição de áreas entre motoristas
- Falta de critério consistente para agrupamento de entregas
⚠️ Insight-chave: O problema não era falta de esforço operacional — era falta de modelo decisório.
🧠 A abordagem adotada pelo Algoritimus
A solução não foi um "otimizador mágico", mas um processo estruturado em três camadas:
1️⃣ Preparação e qualificação dos dados
Antes de qualquer algoritmo:
- Normalização de endereços
- Validação geográfica (lat/long)
- Limpeza de outliers operacionais
- Inclusão de restrições reais (capacidade, região, SLA)
🔍 Sem essa etapa, clusterização gera resultados matematicamente corretos e operacionalmente inúteis.
2️⃣ Clusterização orientada à operação
Foi aplicada clusterização considerando:
- Proximidade geográfica
- Densidade de entregas
- Capacidade dos veículos
- Limites operacionais por região
O algoritmo não decidia sozinho:
- Gerava cenários
- Indicava trade-offs
- Permitia ajustes humanos
Isso evitou o erro clássico de "clusters bonitos no mapa, inviáveis na rua".
3️⃣ Integração com planejamento de rotas
Os clusters alimentaram o planejamento de rotas, resultando em:
- Menor distância percorrida
- Redução de sobreposição
- Melhor balanceamento entre motoristas
- Rotas mais previsíveis
📊 Resultados alcançados
Após o ciclo completo de implementação e ajuste:
- 15% de redução nos custos logísticos
- Melhor aproveitamento da frota existente
- Redução do retrabalho no planejamento diário
- Mais previsibilidade operacional
- Decisões menos dependentes de indivíduos específicos
⚠️ Importante: O ganho não veio de "fazer mais rápido", mas de decidir melhor.
🧩 O que realmente fez a diferença
Alguns aprendizados centrais do case:
- Clusterização não substitui operação — apoia
- Dados ruins anulam qualquer algoritmo
- Restrições reais são mais importantes que métricas teóricas
- Ferramentas precisam explicar, não só executar
🧭 Por que isso é replicável
Este não foi um caso "excepcional". É replicável porque:
- O problema é comum
- Os dados já existiam
- O ganho veio de organização e método
- A tecnologia foi meio, não fim
Empresas que tratam logística como sistema decisório, e não como improviso diário, colhem ganhos sustentáveis.
🎯 Conclusão
Reduzir custos logísticos não exige cortar pessoas nem pressionar a operação.
Exige:
- Visibilidade
- Critério
- Modelo de decisão
- Alinhamento entre dados e realidade
A clusterização foi a ferramenta. O diferencial foi pensar o problema certo.
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